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sábado, novembro 09, 2013

MUDANÇAS & PERMANÊNCIA


“Tudo fez Deus formoso no seu devido tempo; também pôs a
eternidade no coração do homem” (Ec 3.11). 
 
Odiava mudança. Filha de missionários norte-americanos, radicada no Brasil, antes dos dezoito anos, quando me casei, já havia mudado mais de trinta vezes em seis estados e dois continentes. Cursando o Seminário Bíblico Palavra da Vida, moramos na “casa branca” e no “motel velho”, duplicando residências na casa dos meus sogros quando Lau ajudava a igreja de Araras e durante as férias, quando “voltávamos para casa”. Mudando para Belo Horizonte, moramos no Sion, no Bairro das Nações Unidas (onde compramos uma casinha cuja parede caiu) e na Serra, perto do Hospital Evangélico em casa graciosamente emprestada pelos irmãos Abdala e Paulinho. Mudamos para São Paulo, onde primeiro moramos no Brooklyn e depois em três residências diferentes em Santana. Quando Lau assumiu um pastorado em Jaú, fomos para o “apartamento pastoral”, e, depois, para a espaçosa casa pastoral então adquirida. A mudança de ministério, o trabalho de tempo integral com O Refúgio, levou-nos por três anos a morar numa grande casa de fazenda, emprestada. Sendo meu marido convidado para dirigir o Instituto Presbiteriano Nacional de Educação, em Brasília, enfrentamos mais uma mudança e duas residências – para, quatro anos depois, desfazermo-nos de tudo que possuíamos e ir aos Estados Unidos. Lá, moramos temporariamente com um jovem pastor, John Yenchko, e sua esposa Nina, que receberam em amor a família do novo aluno do CCEF, antes de encontrar uma situação residencial mais estável na 301 (e depois 309) Bent Road, em Wyncote. A nova residência era uma mansão vitoriana dividida com outra família de estudante. Uma mudança para Boston, para implantar igrejas, incluiu um séquito de duas casas e dois apartamentos. Voltamos para Brasília só com o filho mais novo (a filha estava casada e o filho mais velho continuou o pastorado começado por Wadislau e ele, em Alston), onde houve o apartamento da igreja e, mais tarde, a casa da chácara O Refúgio. Depois disso, mais duas casas em outro sítio de O Refúgio, em Mogi das Cruzes, SP.

Na maturidade, as mudanças não vieram mais de ano em ano, mas continuavam nos surpreendendo. Mudança de local nem sempre implica mudança de vida ou status, mas, muitas vezes, mudanças externas e internas ocorrem simultaneamente, mesmo que algumas sejam imperceptíveis, no começo. Por exemplo, o começo de nossa vida de casados foi no final dos estudos bíblicos, preparando-nos para o trabalho missionário (incluindo visitando muitas igrejas para levantar o sustento); tive gravidez, parto, nascimento e criação do primeiro filho enquanto estudávamos e trabalhávamos em diversos “bicos”, de Lau abrindo fossas e poços, aprendendo marcenaria com Haroldo, grego com Ary Veloso e teologia com Dr. Shedd (a quem hospedamos diversas vezes para refeições) e sendo motorista do IBPV, até minha aventura de fazer doces e vender aos colegas ou dar aulas de inglês sem nenhuma garantia de sustento financeiro – vivendo a abundância da graça de Deus.

Em BH, a missão teve mudança de enfoque: evangelização de israelitas. Com cinco salários mínimos, alugávamos apartamento, comprávamos alimentos, material de limpeza e nos locomovíamos, tendo ainda para compartilhar oferta com outros irmãos! E dava! Comecei a dar aulas em tempo parcial (outra grande mudança de vida, apesar de eu ter dado aulas particulares desde os treze anos de idade) e estudamos para prestar e passar exames de estudo secular, depois simplesmente continuamos estudando sempre para aprender.

Não dá para enumerar mais as modificações de vida, de enfoque, de situações, nas mudanças que continuavam ocorrendo, ao vir a São Paulo no trabalho missionário, no primeiro pastorado de uma igreja (que no começo não tinha como nos sustentar, e em que, depois, dividíamos o salário do Lau com o auxiliar de pastor para que ele também pudesse servir a igreja!). Obviamente eu era bastante imatura; cometi muitos erros de desempenho como esposa de pastor e erros básicos de vida cristã. Aprendíamos sobre eternidade da vida com Deus e a efemeridade da vida no tempo. Vivendo na cidade grande, ansiávamos pela Cidade Celestial, como os perambulantes do deserto no Salmo 117 que firmaram raízes no Senhor e sua Palavra,

Ao mudar para Jaú, cidade da infância do Lau, coração de São Paulo e cerne de grandes expectativas de fazer e realizar para o Senhor, começamos a aprender também que as realizações não eram tão importantes quanto ser do Senhor – instrumentos e não agentes,  servos e não fazedores! Wadislau era pastor cercado e procurado principalmente por jovens, e alguns dos velhos sob seu cuidado, que o haviam carregado no colo, também pastoreavam nossos corações. Continuamos no aprendizado enquanto servíamos ali, depois na capital federal, e então, voltando aos estudos na casa dos quarentas em outro país, outra cultura, tendo três filhos estudantes também se preparando para a vida e vivendo enquanto se preparavam! Finalmente, quando fomos para o campo como caipiras assumidos em busca do ministério sonhado, de aconselhamento, muitos perguntavam como então viveríamos ou sustentaríamos os filhos? Lau respondia “Como sempre, na dependência do Senhor” – que não significa de papo pro ar, mas de “cavar buraco quando é preciso, e tapar buraco se não tiver o que fazer – Deus dá o sustento ao trabalhador”.

Depois de mais de seis anos nos States, voltamos a Brasília, então com meu marido no pastorado da IP Nacional. Além de mudanças de posição e atuação, havia também transformações de ciclo de vida. Em cada lugar aonde fomos, fizemos amizades, tivemos grandes perdas e inestimáveis ganhos para a eternidade. Quando deixamos a IPN para construir, finalmente, a Refúgio, pensei “Agora quero viver até morrer na casa que estamos construindo” e vários irmãos nos apoiavam nessa meta. NUNCA MAIS VOU MUDAR, pensei.

Mas mudança faz parte da vida cristã, e Deus nos chamou para mais uma deslocação geográfica, enquanto trabalhava nossa transformação mental e cardíaca. Continuamos trabalhando, servindo, escrevendo, participando ativamente do Reino. Não somos mais descritos como jovens nem fica sobre nós o rótulo de imaturos ou inacabados. Às vezes nos sentimos acabados mesmo fisicamente, quando o corpo não tem a agilidade de quando acampávamos na praia ou no campo, viajávamos de Volkswagen de Belo Horizonte à Argentina e Uruguai, de São Paulo a Garanhuns, nossa família com outro casal, sem pernoite em hotel, ou mesmo mil quilômetros de Brasília a Araras saindo de madrugada e chegando à noite, comíamos frango com farofa feito na noite anterior e acondicionado em lata de Neston! É, nós farofeiros de outrora hoje aceitamos compromissos em que vamos de avião se for mais de 500 quilômetros de distância. Não é luxo, não – os tempos mudaram e o tempo deixou marcas em nosso corpo descuidado!

Jamais deixamos de ter cuidado com o que realmente transforma a vida. Fortalecemos a alma, amolecemos o coração e buscamos transformar a disposição para um contentamento autêntico, conforme Paulo indicava depois de ter vivido incríveis aventuras e impossíveis sofrimentos: “Aprendi a estar contente em toda situação...” (Fp 4.11 e 1Tm 6.6-8). Cada mudança tem sido parte de nossa meta de inconformidade com o mundo e de transformação segundo a mente renovada proposta pelo Senhor (Rm 12.1-3). Em muitos aspectos, somos os mesmos que começamos a caminhar juntos há quase cinquenta anos. Em outros, ainda estamos sendo mudados, e não imaginamos o quanto ainda o Senhor da Seara nos transformará. Mudará nosso coração, as coisas ao redor, as pessoas a quem amamos, as circunstâncias que prezamos e as que gostaríamos de ver diferentes! Em meio a um mundo em queda, em espiral descendente, temos um Deus imutável (Malaquias 3.6), uma fé ancorada no firme fundamento: “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem” (2Tm 2.19). “Tivemos sempre consciência do contraste de estar, por um lado, em movimento e mudança, enquanto por outro, havia a firme certeza de nossa condição – de forasteiros e peregrinos, embaixadores do Reino celeste, sem medo de sujar as mãos na vida terrestre do aqui e agora”. Podem vir mais mudanças inesperadas nesta época em que amadurecemos e a saúde do corpo deteriora – mas que sejam mudanças de crescimento para a vida no Corpo de Cristo! Embaixatriz, embaixador – forasteiros somos, mas estamos representando um Rei imutável e imarcescível! Bebês, crianças, jovens, maduros, velhos quase decrépitos – um dia mudaremos para a presença permanente e visível do Senhor – e pretendo continuar aprendendo dele quando o vir em glória!

Elizabeth Gomes

quinta-feira, junho 20, 2013

GRATA MEMÓRIA


Nossa cultura inunda-nos constantemente com novas informações, contudo, nosso cérebro consegue captar muito pouco delas. Antigamente, lembrar era tudo na vida. Conta uma lenda que no Quinto século AC, um terremoto destruiu o lugar em que o poeta Simonides banqueteava com centenas de convivas. Ele sobreviveu, tendo saído instantes antes do palácio, e consolou os familiares tomando pela mão a cada parente entutado e levando-o ao exato local onde seu morto, momentos antes, estivera conversando. Sua lembrança foi detalhada e confortadora.[1]

A história do mundo, das idéias, das pessoas, era transmitida oralmente, de pai a filho, de mãe a filha, de mestre a aluno. Apesar de termos indícios do uso da escrita desde antes da época de Hamurabi (contemporâneo de Abraão), grande parte do conhecimento era passado através de memórias compartilhadas. Uma geração falava à outra, e era bom que os ouvintes prestassem atenção, porque, por sua vez, teriam de passar adiante aos filhos e netos as lembranças do povo quando seus antepassados já não existissem.

Moisés foi instruído em toda a ciência do Egito (At 7.22), mas teve a memória da identidade de seu povo inculcada por sua mãe, paga pela filha do Faraó para cuidar dele. Ao escrever a Torá, já homem maduro, começa lembrando quem é Deus e o que ele fez, e repete constantemente a admoestação de lembrar a história passada, os grandes feitos do Senhor bem como a terrível escravidão de onde o povo foi retirado, dando os detalhes do tabernáculo e da lei, passando os mandamentos e as promessas para a próxima geração: “guarda-te, para que não esqueças o Senhor, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão”.

Toda essa memória inicia com uma declaração teológica que norteia a vida toda: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”. Ela é afetiva (estarão no teu coração, v 6), diretiva (tu as inculcarás a teus filhos, v 7), constante e em todo lugar (delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te; visível em tudo que fazem, no modo como enxergam, na habitação entrando, saindo ou ficando. Também as atarás como sinal na tua mão, e te serão por frontal entre os olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa e nas tuas portas” (vv. 7-9).

A instrução bíblica desde o Antigo Testamento e perpassando o Novo trata de guardar a Palavra de Deus na mente e no coração. O jovem aprendia a Lei do Senhor memorizando – tinha de ser praticada em cada detalhe de sua vida. Quando chegava ao Bar Mitzvá, o rapaz não só sabia ler a Escritura (tarefa que exigia bastante do leitor, pois o texto se encontrava em pesado rolo de escrita corrente, sem pontuação, pausas e marcações vocálicas). Assim, junto à leitura criteriosa, tinha de haver uma memória prodigiosa para lembrar exatamente como ler o que se lia. Isso não se limitava aos homens. O Magnificat de Maria mostra que ela tinha na memória o cântico de Ana (1 Samuel 2.1-10) e a promessa a toda mulher em Israel que poderia abrigar no ventre seu próprio Salvador!

A memória entre o povo judeu nasceu com as primeiras histórias narradas em Gênesis, e continuou se desenvolvendo em toda a história do povo de Deus. Quando o povo se esquecia da Palavra de Deus e corria após outros deuses, os profetas tinham a tarefa de lembrar aquilo que eles haviam esquecido – e isso muitas vezes ficava marcado pelo sofrimento e disciplina do Senhor. Quando Deus restaurava a sorte de Sião, era por sua lei que isso ocorria (Sl 19.7). O relato da restauração do templo iniciada por Esdras está pontilhada de comentários tais como “assim está escrito na Lei de Moisés”. A Palavra, e a lembrança do que ela ensinava, era a tônica para toda a ação corporativa bem como individual diante de Deus.

De “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança... Grande é a tua fidelidade” (Lm 3.21-23) até “Conheço as tuas obras... Tenho, porém, contra ti que abandonaste o teu primeiro amor. Lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta à prática das primeiras obras; e, se não, venho a ti e moverei do seu lugar o teu candeeiro, caso não te arrependas” (Ap 2.2-5) a Palavra estimula, adverte e promete quanto à lembranças. “Me lembro de ti nas minhas orações, noite e dia. Lembrado das tuas lágrimas, estou ansioso por ver-te, para que eu transborde de alegria pela recordação que guardo de tua fé sem fingimento, a mesma que, primeiramente, habitou em tua avó Lóide e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também, em ti” (2Tm 1.3-5).

A tentação de Jesus começa com o diabo citando as Escrituras – e Jesus refutando a tentação também citando a Palavra, dentro do contexto e sob o Senhorio certo: ao Senhor adorarás e só a ele darás culto. Quando Jesus prometeu o Consolador, disse que “esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”. Minha chave bíblica[2] tem 107 entradas para “lembrar”, 7 para “lembrança”, 3 para “lembrado”, 22 para “memória”, 7 para “memorial”. Nem começo a mencionar outros “lembretes bíblicos” relacionados a estes.

A memória era forma de edificar o caráter da pessoa, desenvolvendo as virtudes cardeais da prudência e da ética. Somente pela memória é que o pensamento seria incorporado à mente e seus valores seriam absorvidos. O ensino de tudo era baseado em memória, e muitas vezes as pessoas decoravam fatos, nomes, conceitos, números sem relacioná-los ao quadro geral da realidade. Não havia concordâncias Bíblicas até a Idade Média, não havia acesso a enciclopédias e dicionário. Com o advento da imprensa, o livro ficou mais acessível, mas mesmo assim, as únicas pessoas que possuíam modesta biblioteca eram as pessoas mais abastadas e cultas. Os leitors valorizavam o pouco que tinham para ler, e guardavam no pensamento e no coração aquilo a que tinham acesso. Hoje um menino semi-alfabetizado é incentivado a “fazer pesquisa” copiando do Google – seu conhecimento fica ainda menor que o da memória de rotina que seu avô era obrigado a armazenar e papaguear para “passar no exame”. E quando se pensa no uso da memória para desenvolvimento da vida cristã, a história é ainda mais patética. Ouvimos falar de cristãos que, em época de perseguição e escassez de Bíblias, memorizavam livros inteiros para ajudar a si e seus irmãos. Meu marido conta que conheceu na Igreja Batista Russa um senhor que era “Gálatas”– memorizou essa carta paulina, enquanto outros decoraram outras epístolas, para a edificação de uma igreja que só possuía uma Bíblia. Hoje temos dez, vinte edições da Bíblia em nossas estantes – mas tem gente que não sabe onde fica o banquete da Sabedoria nem a história de Ló ou quem era Jeremias – e quer achar Ezequias 12.2 ou Filemon 4.4 em suas rígidas, polidas e desconhecidas bíblias “da mulher”, “do vencedor”, do “guerreiro”, “da menina” e outras versões esdrúxulas.

Lembro-me da moça em Goiânia que decorou “uma ilha é pedaço de terra cercada de água por todos os lados” e quando minha mãe disse que ia para a ilha de Manhattan, perguntou-lhe: “Fica pra lá de Corumbá?” Nem o que é ilha, nem distâncias e proximidades em cidades, países e continentes eram entendidas. Aliás, ainda hoje o senso de história e geografia aniquilado pela falta de memória escolar primária é gritante – mesmo entre gente que tem diploma de faculdade! Deixamos de decoreba, mas deixamos de aprender o mais básico da base.

Pouco antes de um grande servo de Deus morrer em idade avançada, ele, que havia sido médico, missionário, músico, administrador e homem de oração, comentou com meu marido: “Com o passar da idade, o meu esquecedor vai se aprimorando cada vez mais”. Lembrei de outro idoso que disse: “Quando meu pai chegou aos oitenta anos, lembrou que se não fizesse alguma coisa para melhorar a memória, ia ficar gagá. Então, começou a memorizar Fausto de Goethe”. E eu – estou deixando meu “esquecedor” dominar minha vida – ou exercitando minha memória para lembrar o passado, firmar o presente e enriquecer o futuro (meu e das gerações que me seguirão) para a glória de Deus?

Quisera aprender o mínimo necessário para conhecer o mundo em que vivemos, o ambiente em que estamos inseridos, e simultaneamente, desenvolver memória que traga esperança e nos leve a reconhecer o Deus da história e da eternidade. Isso não se aprende por frases feitas: é estudando o pensamento, o mundo psicológico, político e ideítico atual através de bons livros, lembrando o passado para que vislumbremos um futuro sadio. Acima de tudo, é estudando – guardando no coração, meditando nela dia e noite, tornando-a alimento e respiração sem o qual não sobrevivemos – a Palavra de Deus “para não pecar contra ti”... Esse estudo tem de começar com a criança para que se diga dela “desde a infância sabes...” em vez de dar à sua memória impressionável imagens nefastas e cantigas tolas daqueles que desprezam a sabedoria de Deus. É certo  que “decorar sem entender” não vale nada.  Mas só entendemos aquilo que aprendemos, e aprendemos para sempre aquilo que memorizamos. Acima de tudo, nessa questão de memória, lembro o hino: “Nunca meu Mestre cessarão meus lábios/ de bendizer-te, de cantar-te glória/ Pois eu conservo de teu bem imenso/ grata memória...”

Elizabeth Gomes



[1] Brainwalking with Einstein, Joshua Foeer, Nova York: Penguin Books, 2011.
[2] Lembrando que esta não inclui todos os vocábulos do original quanto à memória.